quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Crise Econômica Mundial

Tô pegando ódio dessas 3 palavrinhas aí em cima. Por dois motivos principais. O primeiro é que o mundo não mudou. Não tem ninguém plantando menos laranja, a taxa de natalidade continua mais ou menos a mesma e mortalidade idem, um monte de gente acorda cedo pra trabalhar, outro tanto pra roubar e outro tanto não acorda. O trânsito tá ruim em São Paulo e ótimo em Araras, como sempre, em ambos os casos. Continuam acontecendo a mesma quantidade de guerras médias por mês, sempre pelos mesmos motivos, a.k.a. desculpas. A quantidade de paçoquinha vendida é a mesma, os homens continuam transando pouco e contando muito e as mulheres contando pouco e transando muito. Em suma, a vida prossegue. Mas devido a uns tais especuladores, tá tudo ruim. Antes todo mundo tinha dinheiro, agora ninguém mais tem. É como se parte das riquezas mundiais (dinheiro, ouro, mulheres gostosas e coleções de selo) tivessem sido enviadas para Marte e o planeta tivesse sido desintegrado. A lei da oferta e procura pirou e a cotação da geléia de mocotó foi pro espaço. Deve existir um motivo muito bom pra existir bolsa de valores, mas eu troco por uma sacola de supermercado na hora!

O segundo motivo é que Crise Econômica Mundial virou resposta pra tudo:
  • Tô sem grana: É culpa da crise.
  • Vou ter que te demitir por causa da crise.
  • O cachorro-quente tá frio? Não posso fazer nada... sabe como é... a crise.
  • Amor, não tô com dor de cabeça, mas com essa crise, não dá pra pensar nisso.
Vou continuar lutando com a crise do único jeito que eu sei: Fingindo que ela não existe. E os economistas que se lasquem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Estou de volta!?

Tô duvidando, mas pra tentar esquentar os motores, aí vai as
Resoluções de Ano Novo de um Blogueiro

2005
Vou postar coisas legais e interessantes pelo menos 2 vezes por semana

2006
Vou postar o que puder pelo menos 1 vez por semana

2007
No mínimo uma vez por mês escrevo algo, nem que seja um oi.

2008
Uma vez por ano eu copio o post do ano anterior.

2009
Blog é o cacete!

Prometo que os próximos textos serão melhores (ô promessinha mais fácil :D).

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Adivinha

Eles nos prometem coisas que não podem ou não pretendem cumprir, geram expectativas irreais, ajudam aos seus amigos em troca de possíveis futuros favores. Eles são egoístas, egocêntricos e soberbos. Eles só ajudam aos outros se ganharem algo com isso. Eles querem ter vida boa e fácil, mesmo que para isso tenham que fazer outros sofrerem.

Quem são eles? São os seres humanos. E se você não é assim, cheque seu DNA.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tempo de mudança

Fazia 6 anos que eu estava no mesmo emprego. Eu já estava começando a me sentir patrimônio da empresa, um imóvel. Eu estava imóvel. Como toda relação longa, tivemos momentos bons e ruins. Mas a relação estava desgastada. Eu já tinha ido até onde poderia lá e eles já tinham tirado o que poderiam de mim. Estávamos terminados, faltava só formalizar.

Aí, num momento de iluminação ou loucura (quem gritou ambos?) eu formalizei. Consegui outra coisa e decidi partir. Quando tomei a decisão, sair parecia a coisa mais fácil do mundo. Mas não foi assim. Pensei que eu manteria só as coisas ruins na cabeça, mas quando fui dizer adeus, todos os momentos bons aparecem e os ruins ficam nublados. Foi bem mais difícil do que eu esperava. Eu tenho uma história lá. Tenho amigos lá. E agora eles vão ficar mais longe... Mas eu ainda vou perturbar vocês, podem contar com isso!!!

Tirando essa parte chata, eu fiquei feliz, muito feliz com a mudança. Não que lá fosse o pior lugar do mundo nem que o novo emprego seria o melhor. Eu estava feliz simplesmente porque tinha levantado a bunda da cadeira e ido à luta. Tinha algo me incomodando e, mesmo tendo esperado uma eternidade, eu me mexi. Tô feliz comigo mesmo...

Já faz 4 dias que estou no trabalho novo. Tô gostando da mudança, mas a timidez tá, pra variar, atrapalhando um pouco. Tô me sentindo um estranho no ninho. Mas aos poucos a coisa vai. Resta saber se o novo trampo é melhor que o anterior. Se não for, sem problema. Eu consegui me mexer uma vez, sei que consigo de novo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quando foi que eu cresci?

Outro dia eu estava vendo meu filho brincar com alguns bonecos de ação (no meu tempo eu os chamava de "hominhos"). Os padrões do tapete eram tratados como estradas, casas, prisões, esconderijos; um sofá poderia ser uma montanha, um arranha-céu; o abajur era um poste, um holofote; e assim por diante. Como qualquer criança que se prese, ele não precisa de uma cidade em miniatura para suas aventuras. A imaginação é o limite e, para uma criança, a imaginação não tem limites. Lembro que eu já fui assim um dia...


Mas quando foi que isso mudou? Eu acordei um dia e BUM! A criança imaginativa, alegre e despreocupada deu lugar ao adulto prático, estressado e ocupado? Eu não lembro desse dia e, se lembrasse, teria feito velório. Mas também não é tão ruim assim. Acho que a fase mais chata de se tornar adulto já foi. Ela deve ter acontecido quando eu tinha uns 15 anos, me achava um adulto hiper-responsável, achava tudo ruim, mas não entendia nada da vida. Depois a gente vai envelhecendo e ficando mais sábio. Muda as prioridades, passa a dar mais valor a coisas simples e começa a tentar ser criança de novo (acha que eu ainda jogo videogame e leio quadrinhos porque?). Pena que não volta mais.

Depois que viramos adultos, toda forma de pensamento é limitada. Sempre paramos em algum muro social e psicológico, mesmo que isso seja feito involuntária ou inconscientemente. Eu consigo viajar na maionese, mas ainda não consigo ultrapassar a velocidade da luz nem sair do Universo (e se acabar a maionese, eu fico no meio do caminho). Quando eu era criança, nada disso era obstáculo.

Se eu pudesse falar com o Criador, cara-a-cara mesmo, sobre isso, acho que o diálogo seria mais ou menos assim:
- Posso ter minha criatividade de criança de volta?
- Como assim?
- Assistir Guerra nas Estrelas e não lembrar que o som não se propaga no vácuo, ver o herói levar 50 mil tiros e não saber que hemorragia também mata, olhar pra um restaurante e imaginar que aquilo é um planeta, cheio de aventuras. Coisas do tipo.
- Ah! Tá dizendo voltar a ser inocente e imaginar que tudo é de brincadeira?
- É... quer dizer, mais ou menos. Eu gostaria de continuar sabendo fazer aplicações na bolsa.
- Hum... sei. Você quer inocência só quando lhe convém, certo?
- Er... acho que sim. Isso é ruim?
- Não. Fiz vocês para sempre quererem o impossível mesmo.
- Então vai me dar?
- Claro que não! Tá maluco?
- Droga... E que tal inverter o sentido da vida? Nascemos velhos e sábios e vamos rejuvenescendo até morrer? Acho que a vida seria mais prazeirosa assim.
- Hum... já ouvi isso em algum lugar. Não foi o Chaplin que sugeriu algo do tipo?
- É, foi sim.
- Pena, não gosto dele. Negado.
- Mas foi você que fez ele do jeito que ele é, não?
- Foi sim. Eu fiz ele pra eu não gostar.
- Por quê?
- Porque mais cedo ou mais tarde eu teria que negar esse pedido. Agora eu tenho uma justificativa.

E ele daria uma piscadela e sairia andando.