quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Adivinha

Eles nos prometem coisas que não podem ou não pretendem cumprir, geram expectativas irreais, ajudam aos seus amigos em troca de possíveis futuros favores. Eles são egoístas, egocêntricos e soberbos. Eles só ajudam aos outros se ganharem algo com isso. Eles querem ter vida boa e fácil, mesmo que para isso tenham que fazer outros sofrerem.

Quem são eles? São os seres humanos. E se você não é assim, cheque seu DNA.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tempo de mudança

Fazia 6 anos que eu estava no mesmo emprego. Eu já estava começando a me sentir patrimônio da empresa, um imóvel. Eu estava imóvel. Como toda relação longa, tivemos momentos bons e ruins. Mas a relação estava desgastada. Eu já tinha ido até onde poderia lá e eles já tinham tirado o que poderiam de mim. Estávamos terminados, faltava só formalizar.

Aí, num momento de iluminação ou loucura (quem gritou ambos?) eu formalizei. Consegui outra coisa e decidi partir. Quando tomei a decisão, sair parecia a coisa mais fácil do mundo. Mas não foi assim. Pensei que eu manteria só as coisas ruins na cabeça, mas quando fui dizer adeus, todos os momentos bons aparecem e os ruins ficam nublados. Foi bem mais difícil do que eu esperava. Eu tenho uma história lá. Tenho amigos lá. E agora eles vão ficar mais longe... Mas eu ainda vou perturbar vocês, podem contar com isso!!!

Tirando essa parte chata, eu fiquei feliz, muito feliz com a mudança. Não que lá fosse o pior lugar do mundo nem que o novo emprego seria o melhor. Eu estava feliz simplesmente porque tinha levantado a bunda da cadeira e ido à luta. Tinha algo me incomodando e, mesmo tendo esperado uma eternidade, eu me mexi. Tô feliz comigo mesmo...

Já faz 4 dias que estou no trabalho novo. Tô gostando da mudança, mas a timidez tá, pra variar, atrapalhando um pouco. Tô me sentindo um estranho no ninho. Mas aos poucos a coisa vai. Resta saber se o novo trampo é melhor que o anterior. Se não for, sem problema. Eu consegui me mexer uma vez, sei que consigo de novo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quando foi que eu cresci?

Outro dia eu estava vendo meu filho brincar com alguns bonecos de ação (no meu tempo eu os chamava de "hominhos"). Os padrões do tapete eram tratados como estradas, casas, prisões, esconderijos; um sofá poderia ser uma montanha, um arranha-céu; o abajur era um poste, um holofote; e assim por diante. Como qualquer criança que se prese, ele não precisa de uma cidade em miniatura para suas aventuras. A imaginação é o limite e, para uma criança, a imaginação não tem limites. Lembro que eu já fui assim um dia...


Mas quando foi que isso mudou? Eu acordei um dia e BUM! A criança imaginativa, alegre e despreocupada deu lugar ao adulto prático, estressado e ocupado? Eu não lembro desse dia e, se lembrasse, teria feito velório. Mas também não é tão ruim assim. Acho que a fase mais chata de se tornar adulto já foi. Ela deve ter acontecido quando eu tinha uns 15 anos, me achava um adulto hiper-responsável, achava tudo ruim, mas não entendia nada da vida. Depois a gente vai envelhecendo e ficando mais sábio. Muda as prioridades, passa a dar mais valor a coisas simples e começa a tentar ser criança de novo (acha que eu ainda jogo videogame e leio quadrinhos porque?). Pena que não volta mais.

Depois que viramos adultos, toda forma de pensamento é limitada. Sempre paramos em algum muro social e psicológico, mesmo que isso seja feito involuntária ou inconscientemente. Eu consigo viajar na maionese, mas ainda não consigo ultrapassar a velocidade da luz nem sair do Universo (e se acabar a maionese, eu fico no meio do caminho). Quando eu era criança, nada disso era obstáculo.

Se eu pudesse falar com o Criador, cara-a-cara mesmo, sobre isso, acho que o diálogo seria mais ou menos assim:
- Posso ter minha criatividade de criança de volta?
- Como assim?
- Assistir Guerra nas Estrelas e não lembrar que o som não se propaga no vácuo, ver o herói levar 50 mil tiros e não saber que hemorragia também mata, olhar pra um restaurante e imaginar que aquilo é um planeta, cheio de aventuras. Coisas do tipo.
- Ah! Tá dizendo voltar a ser inocente e imaginar que tudo é de brincadeira?
- É... quer dizer, mais ou menos. Eu gostaria de continuar sabendo fazer aplicações na bolsa.
- Hum... sei. Você quer inocência só quando lhe convém, certo?
- Er... acho que sim. Isso é ruim?
- Não. Fiz vocês para sempre quererem o impossível mesmo.
- Então vai me dar?
- Claro que não! Tá maluco?
- Droga... E que tal inverter o sentido da vida? Nascemos velhos e sábios e vamos rejuvenescendo até morrer? Acho que a vida seria mais prazeirosa assim.
- Hum... já ouvi isso em algum lugar. Não foi o Chaplin que sugeriu algo do tipo?
- É, foi sim.
- Pena, não gosto dele. Negado.
- Mas foi você que fez ele do jeito que ele é, não?
- Foi sim. Eu fiz ele pra eu não gostar.
- Por quê?
- Porque mais cedo ou mais tarde eu teria que negar esse pedido. Agora eu tenho uma justificativa.

E ele daria uma piscadela e sairia andando.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Momento Melacueca

Como eu tô todo corujão de novo, alguns pensamentos melosos têm passado pela minha cabeça. Esses dias eu lembrei do que um amigo comentou sobre qualidade musical. Foi algo do tipo "Eu ouço música por dois motivos: porque a música mexe comigo ou porque preciso aprender a música/coreografia pra pegar mulher." A segunda parte deve explicar o sucesso de algumas músicas... Bem, mas voltando ao assunto. Tem algumas músicas que mexem comigo também. Algumas mexem porque me fazem lembrar de algum momento (bom, ruim, alegre, triste, etc.). Mas outras, mais "poderosas", causam algum tipo de sentimento forte sem eu nem saber o motivo. Essa semana eu estava ouvindo uma delas. O mais interessante é que ela mexia comigo mesmo quando eu não entendia a letra. A música é poderosa e a letra é forte. Dá-lhe freddy..

Sem mais enrolação que isso já tá meloso demais. Senhoras e senhores, com vocês, Queen:

Too Much Love Will Kill You

I'm just the pieces of the man I used to be
Too many bitter tears are raining down on me
I'm far away from home
And I've been facing this alone
For much too long
I feel like no-one ever told the truth to me
About growing up and what a struggle it would be
In my tangled state of mind
I've been looking back to find
Where I went wrong

Too much love will kill you
If you can't make up your mind
Torn between the lover
And the love you leave behind
You're headed for disaster
'cos you never read the signs
Too much love will kill you
Every time

I'm just the shadow of the man I used to be
And it seems like there's no way out of this for me
I used to bring you sunshine
Now all I ever do is bring you down
How would it be if you were standing in my shoes
Can't you see that it's impossible to choose
No there's no making sense of it
Every way I go I'm bound to lose

Too much love will kill you
Just as sure as none at all
It'll drain the power that's in you
Make you plead and scream and crawl
And the pain will make you crazy
You're the victim of your crime
Too much love will kill you
Every time

Too much love will kill you
It'll make your life a lie
Yes, too much love will kill you
And you won't understand why
You'd give your life, you'd sell your soul
But here it comes again
Too much love will kill you
In the end...
In the end.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Top 10 das Férias

Roubando a idéia do David Letterman e do blog do Bruno, resolvi fazer um top 10.

Top 10 - Coisas que eu tenho/quero que fazer nas férias
(10 most important things that I need/want to do on vacation)

10. Receber quem vier visitar a Júlia

9. Perder peso

8. Estudar sobre .Net, objective-C, CMM, CMMi, ITIL e outros

7. Cotar notebooks (quem sabe um MacBook?)

6. Visitar o dotô

5. Jogar Wii

4. Dar uma sapiada no mercado de trabalho

3. Expulsar os amigos chatos que ainda não foram embora

2. Levar o Felipe ao dentista

(And the most important thing that I have to do on vacation is)

1. Trocar fraldas


PS: Para os animais que não viram sexo na lista acima, vão pesquisar sobre resguardo...