É isso aí, eu sempre tenho. SEMPRE. Se você torce pro Palmeiras, eu torço pro Corinthians; se você gosta de doce, eu gosto de salgado; se você acha bom estar vivo, eu preferia estar desfrutando das 72 virgens que terei direito quando morrer; se você acredita na vida eterna, eu acho que tudo vai acabar em breu; se você se acha um idiota por estar lendo isso... bom, QUASE sempre eu tenho uma opinião contrária.
O motivo inicial era nobre. Aprendi há muito tempo, com outro cara que também fazia isso, a ter esse tipo de postura pra gerar discussões saudáveis, pra tirar o melhor que os outros tinham e para fortalecer meus argumentos. Afinal, como eu vou entender mais sobre um assunto conversando com alguém que concorda em tudo comigo? Então, pra garantir que sempre haveria discordância, eu discordava de tudo - ou quase tudo. Assim eu ficaria mais sábio, meus argumentos seriam mais fortes e, de quebra, aumentaria minha agilidade mental. E, inocentemente, acreditava que meu interlocutor também gostaria dos mesmos benefícios e até me agradeceria por isso. Santa inocência.
Mas eu não contava com uma coisa: a falta de tolerância e o excesso de ignorância. Descobri, de forma amarga, que nem todas as discussões são saudáveis, que as pessoas não gostam que se tire o melhor delas (principalmente porque a maioria não tem nada de bom) e não é possível fortalecer argumentos conversando com idiotas fanáticos falastrões futriqueiros fedorentos e filhos*******! Resultado: ao invés de ser um sincero sábio saudável, eu sou um coxeante chato carrancudo. O coxeante é porque meu fêmur nunca mais foi o mesmo depois de uma dessas "discussões saudáveis"; O carrancudo é porque me irritei com tudo e agora sim eu tenho uma opinião não só contrária, mas destrutiva de tudo; O chato... bem, acho que é predisposição genética.
Agora meu lema é "Vim para Semear a discórdia". Discordo só pelo prazer de irritar e procuro ao máximo nem ouvir nem aproveitar nada do que os outros falam. Obviamente que minha roupa é feita de Kevlar e eu sempre ando armado com uma faca ginsu, um .38, 1 granada de mão, 3 seguranças (devidamente apelidados de Stallone, Schwarzenegger e Terry Crews) e um cd mixado de funk, pagodão e axé, prontinho pra liquefazer o cérebro do agressor e transformá-lo num vegetal. Desisti de tentar argumentar com inteligência e agora parto pra porrada (na verdade, eu só dou as ordens pros armários) e ganho a discussão no tapa (e murros, chutes, cotoveladas, tacadas de baseball, etc.).
E se você concorda com algo, me avisa, porque devem ter rackeado meu blog. Porque, com certeza, eu não concordo com você.