Mas vendo as bandas n-famosas e depois o Jota Quest (que tem esse nome, alterado, devido a um desenho da minha infância), entendi porque nunca achei que alguém merecesse todo o endeusamento que os fãs dão. Tirando a fama - e o tempo de estrada, talvez - o JQ não tem nada de mais com relação às outras bandas. Tocam bem, claro. Têm carisma, é óbvio. Mas eles suam, fedem, sentem fome, tem problemas, brigam por besteira, vão ao banheiro (pros mais variados motivos), compram presentes, sentem tristeza, alegria... Enfim, posso jurar que eles são tão humanos e de carne e osso quanto eu ou você (não, você não, o outro aí do seu lado)!
Isso não quer dizer que não mereçam ganhar (às vezes bem) pelo seu trabalho e/ou talento. O que eles não merecem, em minha humilde opinião, é todo o status de divindade que os fãs insistem em lhes dar. E só estou usando o JQ (malz aí, Flausino!) como exemplo. Isso vale pra qualquer um que receba um tratamento divino, seja ele cantor, atleta, religioso, ou aquele vendedor da esquina da faculdade que faz o melhor cachorro-quente do Universo.
Claro que existem/existiram alguns seres humanos que nasceram gênios em seus ramos e que talvez mereçam um lugar mais alto na cadeia evolutiva, mas eles são minoria. A maioria absoluta é feita de pessoas talentosas, que merecem ser reconhecidas, mas não divinisadas (isso existe? :D). Ou melhor. A maioria absoluta é feita de uma pequena parte talentosa e um monte de tranqueira com muita, mas MUITA, sorte.