2004
Eu vou tentar ser um marido melhor para Maria.
Eu vou parar de olhar para outras mulheres.
Eu vou ler no mínimo 20 livros por ano.
Esse ano, não vou passar dos 95 Kg.
Nunca mais vou por um cigarro na boca!
Eu não tomarei o meu primeiro gole antes das 7 da noite.
Eu visitarei o meu dentista este ano!
Eu dedicarei mais tempo ao meu filho este ano.
Eu irei à missa todos os domingos.
Eu vou tentar conseguir uma promoção.
Eu não aceitarei as pressões do meu chefe!
Vou poupar 10% do meu salário todos os meses!
Eu vou levar na brincadeira quando o Alex tirar sarro da minha calvície.
2005
Eu não vou abandonar Maria.
Eu não vou me envolver com a Teresa novamente.
Eu vou ler no mínimo 10 livros por ano.
Esse ano, não vou passar de 110 Kg.
Vou fumar somente nos finais de semana.
Eu não tomarei o meu primeiro gole antes do meio-dia.
Eu tratarei de todas as minhas cáries este ano.
Eu nunca mais esquecerei o nome do meu filho.
Eu irei à missa em todos os dias santos.
Eu vou arranjar um emprego melhor.
Eu não vou permitir que o meu chefe me leve ao suicídio.
vou pagar todas as minhas dívidas em dia.
Eu não vou me aborrecer quando o Alex tirar sarro da minha calvície.
Vou cumprir rigorosamente minhas resoluções de Ano Novo.
2006
Eu vou tentar me reconciliar com Maria.
Eu não vou aceitar pressões de Teresa para um novo casamento.
Eu vou ler no mínimo 5 livros por ano.
Esse ano, eu não vou passar dos 130 Kg.
Vou fumar no máximo 1 maço de cigarros por dia.
Eu não vou me tornar um alcoólatra.
Eu tratarei todos os canais este ano.
Eu vou visitar meu filho na Febem.
Eu rezarei todas as noites.
Eu vou tentar me manter no emprego.
Eu vou lutar pelos meus direitos quando o meu chefe me torturar!
Vou pagar todas as minhas dívidas.
Eu não vou perder o controle quando o Alex tirar sarro da minha calvície.
Vou cumprir pelo menos metade das minhas resoluções.
2007
Eu vou tentar ser um marido melhor para Teresa.
Eu vou parar de olhar para outras mulheres.
Eu vou terminar O Pequeno Príncipe.
Eu vou tomar uma atitude séria sobre o meu peso.
Vou me consultar com um pneumologista.
Eu não faltarei a nenhuma reunião dos AA.
Eu vou comprar uma dentadura bem bonita!
Eu vou tentar encontrar o meu filho.
Vou voltar a acreditar em Deus.
Eu vou começar a procurar um emprego.
Eu vou contar ao meu analista tudo sobre o meu chefe.
Vou fazer um plano para quitar todas as minhas dívidas nos próximos 5 anos.
Eu nunca mais vou falar com o Alex.
Vou fazer resoluções mais próximas da realidade.
2008
Nunca mais vou fazer resoluções para o Ano Novo!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Ah! Eu tô maluco!
O final de ano tá sendo bom. O Corinthians caiu pra segunda divisão (nada especialmente contra o time ou os torcedores; eu sentiria prazer em zoar meus amigos fanáticos de qualquer time...), recebi meu primeiro 13º integral desde 2002, teve prêmio de final de ano, meu novo filho(a) crescendo saudável, meu filhão cada vez maior, minha amada cada vez mais linda. Mas eu não tô maluco por causa disso. Eu tô maluco porque tem um vórtice espaço-temporal no meu lóbulo parietal (se estivesse no lóbulo temporal, não haveria problema). Se você está se perguntando como um cara louco pode saber isso, bem... a) eu disse que tô maluco, não louco e b) maluco/louco é diferente de BURRO.
O fato é que esse vórtice (que passei a chamar de Vortão) me faz ter alguns tipos de alucinação enquanto tô andando por aí. E eu ando muito por aí... Quem me conhece sabe disso. Tenho uma malinha (ou, pros íntimos, Má) que me acompanha quase sempre e que pode provar. Alguns, quando me vêem indo ou vindo com a Má, dizem assim "Lá se vão dois amigos do peito". Outros, um pouco mais mal intencionados, acabam dizendo "Lá se vão duas malas".
Voltando ao assunto, nós três (eu, Má e Vortão) sempre presenciamos invasões de exércitos da antiguidade nos metrôs e trens da Grande São Paulo. Normalmente são mongóis, mas já vimos celtas, romanos e até incas! Outro dia Alexandre Magno (ou Grande, como preferir) fez uma aparição por lá. Pessoalmente o achei meio pequeno, apesar do exército realmente ser grande.
Demorou algum tempo pra eu perceber que eu estava tendo alucinações e que exércitos da antiguidade invadiam o sistema de transporte. Antes eu pensava que eram pessoas de verdade querendo entrar ou sair dos vagões do metrô/trem. Mas, analisando melhor, comecei a me questionar:
Porque alguém, em sã consciência, vai querer entrar no metrô/trem ANTES das pessoas que estão lá sair? Afinal, não cabe mais ninguém se o pessoal não sair...
Qual o motivo de você dar ombradas, cotoveladas e trombadas (além de tomar as suas) pra entrar logo no vagão sendo que lá dentro não tem lugar pra você sentar de todo jeito?
Ou, pior, qual o motivo de dar e tomar as mesmas ombradas, cotoveladas e trombadas para entrar em um vagão que, depois que o pessoal que está lá descer, vai ficar vazio e com assento suficiente para todo mundo que quer entrar?
Porque velhinhos e velhinhas, mulheres grávidas, pessoas com malas, pessoas mancas e pessoas de camisas roxas são praticamente pisoteadas pra tentar sair do vagão só porque aquela cambada mencionada acima adora o calor humano?
Ai comecei a extrapolar as possibilidades. Pensei que todo mundo andava drogado o tempo todo, inclusive as velhinhas e os caras de camisa roxa. Depois achei que era fruto de abdução alienígena! É, era isso! Alienígenas haviam abduzido as pessoas e colocado uma fúria insana dentro da cabeça delas. Essa fúria ficava oculta até as portas dos vagões se abrirem. Aí o bicho pegava... E, assim que as portas se fechavam, a fúria passava (pode ver, depois que as portas se fecham, todo mundo fica calminho de novo).
Mas nada fazia muito sentido. Acho que não existe uma quantidade suficiente de alienígenas suficiente para abduzir todo mundo que passa pelos metrôs/trens de São Paulo (e tô torcendo pra tudo aquilo não ser droga). Então comecei a trocar uma idéia com a Má e ela me contou do Vortão. Pronto, as coisas começaram a se encaixar. Eu não estava vendo gente do meu tempo entrando no trem/metrô. Eu estava vendo Gengis-Khan comandando uma invasão a Pequim, Alexandre Magno destruindo Dário III, rei da Pérsia ou mesmo Atahualpa tentando se livrar dos conquistadores espanhóis.
Agora sim eu tinha uma resposta sólida, coerente e, melhor de tudo, que vinha de dentro de mim. Eu não precisava acreditar nas historinhas que o jornal conta ou nas notícias falsas que a televisão mostra. Tudo que eu preciso saber é que tem um vórtice no meu cérebro e que eu posso explicar qualquer coisa que acontecer comigo até o final da minha vida (ou além)...
O fato é que esse vórtice (que passei a chamar de Vortão) me faz ter alguns tipos de alucinação enquanto tô andando por aí. E eu ando muito por aí... Quem me conhece sabe disso. Tenho uma malinha (ou, pros íntimos, Má) que me acompanha quase sempre e que pode provar. Alguns, quando me vêem indo ou vindo com a Má, dizem assim "Lá se vão dois amigos do peito". Outros, um pouco mais mal intencionados, acabam dizendo "Lá se vão duas malas".
Voltando ao assunto, nós três (eu, Má e Vortão) sempre presenciamos invasões de exércitos da antiguidade nos metrôs e trens da Grande São Paulo. Normalmente são mongóis, mas já vimos celtas, romanos e até incas! Outro dia Alexandre Magno (ou Grande, como preferir) fez uma aparição por lá. Pessoalmente o achei meio pequeno, apesar do exército realmente ser grande.
Demorou algum tempo pra eu perceber que eu estava tendo alucinações e que exércitos da antiguidade invadiam o sistema de transporte. Antes eu pensava que eram pessoas de verdade querendo entrar ou sair dos vagões do metrô/trem. Mas, analisando melhor, comecei a me questionar:
Ai comecei a extrapolar as possibilidades. Pensei que todo mundo andava drogado o tempo todo, inclusive as velhinhas e os caras de camisa roxa. Depois achei que era fruto de abdução alienígena! É, era isso! Alienígenas haviam abduzido as pessoas e colocado uma fúria insana dentro da cabeça delas. Essa fúria ficava oculta até as portas dos vagões se abrirem. Aí o bicho pegava... E, assim que as portas se fechavam, a fúria passava (pode ver, depois que as portas se fecham, todo mundo fica calminho de novo).
Mas nada fazia muito sentido. Acho que não existe uma quantidade suficiente de alienígenas suficiente para abduzir todo mundo que passa pelos metrôs/trens de São Paulo (e tô torcendo pra tudo aquilo não ser droga). Então comecei a trocar uma idéia com a Má e ela me contou do Vortão. Pronto, as coisas começaram a se encaixar. Eu não estava vendo gente do meu tempo entrando no trem/metrô. Eu estava vendo Gengis-Khan comandando uma invasão a Pequim, Alexandre Magno destruindo Dário III, rei da Pérsia ou mesmo Atahualpa tentando se livrar dos conquistadores espanhóis.
Agora sim eu tinha uma resposta sólida, coerente e, melhor de tudo, que vinha de dentro de mim. Eu não precisava acreditar nas historinhas que o jornal conta ou nas notícias falsas que a televisão mostra. Tudo que eu preciso saber é que tem um vórtice no meu cérebro e que eu posso explicar qualquer coisa que acontecer comigo até o final da minha vida (ou além)...
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