quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Adivinha

Eles nos prometem coisas que não podem ou não pretendem cumprir, geram expectativas irreais, ajudam aos seus amigos em troca de possíveis futuros favores. Eles são egoístas, egocêntricos e soberbos. Eles só ajudam aos outros se ganharem algo com isso. Eles querem ter vida boa e fácil, mesmo que para isso tenham que fazer outros sofrerem.

Quem são eles? São os seres humanos. E se você não é assim, cheque seu DNA.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tempo de mudança

Fazia 6 anos que eu estava no mesmo emprego. Eu já estava começando a me sentir patrimônio da empresa, um imóvel. Eu estava imóvel. Como toda relação longa, tivemos momentos bons e ruins. Mas a relação estava desgastada. Eu já tinha ido até onde poderia lá e eles já tinham tirado o que poderiam de mim. Estávamos terminados, faltava só formalizar.

Aí, num momento de iluminação ou loucura (quem gritou ambos?) eu formalizei. Consegui outra coisa e decidi partir. Quando tomei a decisão, sair parecia a coisa mais fácil do mundo. Mas não foi assim. Pensei que eu manteria só as coisas ruins na cabeça, mas quando fui dizer adeus, todos os momentos bons aparecem e os ruins ficam nublados. Foi bem mais difícil do que eu esperava. Eu tenho uma história lá. Tenho amigos lá. E agora eles vão ficar mais longe... Mas eu ainda vou perturbar vocês, podem contar com isso!!!

Tirando essa parte chata, eu fiquei feliz, muito feliz com a mudança. Não que lá fosse o pior lugar do mundo nem que o novo emprego seria o melhor. Eu estava feliz simplesmente porque tinha levantado a bunda da cadeira e ido à luta. Tinha algo me incomodando e, mesmo tendo esperado uma eternidade, eu me mexi. Tô feliz comigo mesmo...

Já faz 4 dias que estou no trabalho novo. Tô gostando da mudança, mas a timidez tá, pra variar, atrapalhando um pouco. Tô me sentindo um estranho no ninho. Mas aos poucos a coisa vai. Resta saber se o novo trampo é melhor que o anterior. Se não for, sem problema. Eu consegui me mexer uma vez, sei que consigo de novo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quando foi que eu cresci?

Outro dia eu estava vendo meu filho brincar com alguns bonecos de ação (no meu tempo eu os chamava de "hominhos"). Os padrões do tapete eram tratados como estradas, casas, prisões, esconderijos; um sofá poderia ser uma montanha, um arranha-céu; o abajur era um poste, um holofote; e assim por diante. Como qualquer criança que se prese, ele não precisa de uma cidade em miniatura para suas aventuras. A imaginação é o limite e, para uma criança, a imaginação não tem limites. Lembro que eu já fui assim um dia...


Mas quando foi que isso mudou? Eu acordei um dia e BUM! A criança imaginativa, alegre e despreocupada deu lugar ao adulto prático, estressado e ocupado? Eu não lembro desse dia e, se lembrasse, teria feito velório. Mas também não é tão ruim assim. Acho que a fase mais chata de se tornar adulto já foi. Ela deve ter acontecido quando eu tinha uns 15 anos, me achava um adulto hiper-responsável, achava tudo ruim, mas não entendia nada da vida. Depois a gente vai envelhecendo e ficando mais sábio. Muda as prioridades, passa a dar mais valor a coisas simples e começa a tentar ser criança de novo (acha que eu ainda jogo videogame e leio quadrinhos porque?). Pena que não volta mais.

Depois que viramos adultos, toda forma de pensamento é limitada. Sempre paramos em algum muro social e psicológico, mesmo que isso seja feito involuntária ou inconscientemente. Eu consigo viajar na maionese, mas ainda não consigo ultrapassar a velocidade da luz nem sair do Universo (e se acabar a maionese, eu fico no meio do caminho). Quando eu era criança, nada disso era obstáculo.

Se eu pudesse falar com o Criador, cara-a-cara mesmo, sobre isso, acho que o diálogo seria mais ou menos assim:
- Posso ter minha criatividade de criança de volta?
- Como assim?
- Assistir Guerra nas Estrelas e não lembrar que o som não se propaga no vácuo, ver o herói levar 50 mil tiros e não saber que hemorragia também mata, olhar pra um restaurante e imaginar que aquilo é um planeta, cheio de aventuras. Coisas do tipo.
- Ah! Tá dizendo voltar a ser inocente e imaginar que tudo é de brincadeira?
- É... quer dizer, mais ou menos. Eu gostaria de continuar sabendo fazer aplicações na bolsa.
- Hum... sei. Você quer inocência só quando lhe convém, certo?
- Er... acho que sim. Isso é ruim?
- Não. Fiz vocês para sempre quererem o impossível mesmo.
- Então vai me dar?
- Claro que não! Tá maluco?
- Droga... E que tal inverter o sentido da vida? Nascemos velhos e sábios e vamos rejuvenescendo até morrer? Acho que a vida seria mais prazeirosa assim.
- Hum... já ouvi isso em algum lugar. Não foi o Chaplin que sugeriu algo do tipo?
- É, foi sim.
- Pena, não gosto dele. Negado.
- Mas foi você que fez ele do jeito que ele é, não?
- Foi sim. Eu fiz ele pra eu não gostar.
- Por quê?
- Porque mais cedo ou mais tarde eu teria que negar esse pedido. Agora eu tenho uma justificativa.

E ele daria uma piscadela e sairia andando.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Momento Melacueca

Como eu tô todo corujão de novo, alguns pensamentos melosos têm passado pela minha cabeça. Esses dias eu lembrei do que um amigo comentou sobre qualidade musical. Foi algo do tipo "Eu ouço música por dois motivos: porque a música mexe comigo ou porque preciso aprender a música/coreografia pra pegar mulher." A segunda parte deve explicar o sucesso de algumas músicas... Bem, mas voltando ao assunto. Tem algumas músicas que mexem comigo também. Algumas mexem porque me fazem lembrar de algum momento (bom, ruim, alegre, triste, etc.). Mas outras, mais "poderosas", causam algum tipo de sentimento forte sem eu nem saber o motivo. Essa semana eu estava ouvindo uma delas. O mais interessante é que ela mexia comigo mesmo quando eu não entendia a letra. A música é poderosa e a letra é forte. Dá-lhe freddy..

Sem mais enrolação que isso já tá meloso demais. Senhoras e senhores, com vocês, Queen:

Too Much Love Will Kill You

I'm just the pieces of the man I used to be
Too many bitter tears are raining down on me
I'm far away from home
And I've been facing this alone
For much too long
I feel like no-one ever told the truth to me
About growing up and what a struggle it would be
In my tangled state of mind
I've been looking back to find
Where I went wrong

Too much love will kill you
If you can't make up your mind
Torn between the lover
And the love you leave behind
You're headed for disaster
'cos you never read the signs
Too much love will kill you
Every time

I'm just the shadow of the man I used to be
And it seems like there's no way out of this for me
I used to bring you sunshine
Now all I ever do is bring you down
How would it be if you were standing in my shoes
Can't you see that it's impossible to choose
No there's no making sense of it
Every way I go I'm bound to lose

Too much love will kill you
Just as sure as none at all
It'll drain the power that's in you
Make you plead and scream and crawl
And the pain will make you crazy
You're the victim of your crime
Too much love will kill you
Every time

Too much love will kill you
It'll make your life a lie
Yes, too much love will kill you
And you won't understand why
You'd give your life, you'd sell your soul
But here it comes again
Too much love will kill you
In the end...
In the end.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Top 10 das Férias

Roubando a idéia do David Letterman e do blog do Bruno, resolvi fazer um top 10.

Top 10 - Coisas que eu tenho/quero que fazer nas férias
(10 most important things that I need/want to do on vacation)

10. Receber quem vier visitar a Júlia

9. Perder peso

8. Estudar sobre .Net, objective-C, CMM, CMMi, ITIL e outros

7. Cotar notebooks (quem sabe um MacBook?)

6. Visitar o dotô

5. Jogar Wii

4. Dar uma sapiada no mercado de trabalho

3. Expulsar os amigos chatos que ainda não foram embora

2. Levar o Felipe ao dentista

(And the most important thing that I have to do on vacation is)

1. Trocar fraldas


PS: Para os animais que não viram sexo na lista acima, vão pesquisar sobre resguardo...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Quem Precisa de Fidelidade?

A palavra fiel quase sempre acaba remetendo a duas coisas: cachorro (o animal mesmo) e marido otário. A maioria das pessoas me bota nessa segunda categoria. Mas se eu mudar a palavra para leal, a coisa começa a mudar. E, se perguntar pra todo mundo sobre sinceridade, a maioria responde que é "sincero, sim senhor"! Pois, se você é sincero, como é que consegue mentir descaradamente para sua mulher, hein? (a pergunta também vale pras mulheres que mentem pros maridos.)

Voltando a fidelidade. Acho infidelidade uma das coisas mais idiotas e causadoras de hipocrisia do mundo. Você trai uma pessoa que deveria amar, respeitar e confiar e, depois, tem a cara-de-pau de reclamar que o governo mentiu pra você, de resmungar porque seu chefe não deu sua merecida e prometida promoção, de falar que a igreja não te traz a paz espiritual que tanto prometeu. Como alguém sujo e traiçoeiro como você tem a audácia de dizer que os outros não prestam, hein? É muito fácil apontar o dedo pros outros e dizer que eles não valem nada enquanto você não consegue guardar seu pinto na cueca e respeitar a única pessoa que talvez te apóie até o dia de sua morte.

Essa balela de homem tem necessidades diferentes pra mim não cola. E, se você realmente acredita nisso, SEJA HOMEM e abre o jogo. Se você não consegue contar a verdade pra sua mulher, você não passa de um rato! Um rato traíra. Ah! E eu queria mesmo ver sua cara se a sua mulher chegar pra você e disser que ela acha certo você sair com outras mulheres, só que ela também gosta de sair com outros homens...

É estranho ver o quão orgulhosas as pessoas são ao cometer erros e, ao mesmo tempo, achar absurdo quando outros o fazem. Trair, supimpa; ser traído, horrível. Furar fila, legal; alguém furar na sua frente, chato. Se o mundo tá horrível, cheio de babaquice e maldade, você não acha que tem parte nisso? E que tal começar a melhorá-lo tratando com respeito as pessoas que você ama e com quem convive, hein?

PS: Esse é artigo é destinado para as pessoas que têm algum apreço para com suas mulheres. Se você tá vivendo com alguém que não suporta, você está traindo ela e você. Parte pra outra e viva e deixe viver.

PS(2): O artigo também vale para mulheres, gays, lésbicas, pansexuais e etc. Se você não consegue adaptá-lo a você, tá no blog errado.

PS(3): O artigo tá direcionado para monogâmicos, mas dá pra adaptar também. Porque se todo mundo envolvido acha legal e está ciente da poligamia, não é traição nem infidelidade...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Analogia é uma Merda

Eu gosto de analogia tanto quanto um rato gosta de queijo. Mas ela é perigosa, muito perigosa, tão perigosa quanto dizer que sua mulher engordou quando ela está de TPM. A analogia pode ser útil para explicar, de maneira didática (às vezes infantil), sobre algo que o interlocutor não entenda nada. Ou pode ser inútil como um monte de engenheiro numa plantação de arroz.

A analogia é tão fantástica quanto a invenção da maçaneta. Você pode comparar tudo com qualquer coisa e sempre alguém vai entender. Mas é aí que está o problema. Nem sempre a pessoa entende o que se deseja. Nesse ponto, a analogia é uma merda.

"O Jardineiro é Jesus e as árvores somos nós."
Acho que todo mundo já viu essa, não? Se espalhou pela internet através de um vídeo do youtube. Tirando a parte escrachada, é até uma analogia interessante pra quem acredita em Jesus, na Bíblia e tal. Mas aí eu me lembrei que José, o pai humano de Jesus, era carpinteiro. Isso significa que ele precisava de árvores derrubadas e "mortas" para exercer o seu ofício. E se nós somos as árvores...

"O rio atinge seus objetivos, pois aprendeu a contornar obstáculos."
E que raios são os objetivos do rio? Desaguar no mar e sumir? Entrar numa cidade grande e ser totalmente poluído, como o Tietê? Ou é aceitar tudo que fazem com ele, se adaptando para não criar atrito?

"A vida é como uma transação de banco de dados, mas sem rollback."
Opa, muito boa essa, mas só pra quem entende um pouco de banco de dados. E, mesmo dentre esses, alguns não vão entender. Como tem gente desprovida de inteligência por aí, viu?

"Uma vida vazia é como um rio seco. Mas uma feliz e cheia de amor é como um rio que transborda."
Um rio que transborda faz um montão de gente perder tv, carro, tapete, coleção de tampinhas e o estoque de papel higiênico. Uma vida feliz é assim? Tem algo errado aqui... Acho que uma vida feliz é um rio que não está transbordando nem seco.

"O amor é como um programa cheio de gambiarra. Se você não cuidar dele direito, ele dá tanto pau que vira ódio."
Entenderam que analogia pode ser uma merda, né?

"Se esforçar para postar algo no blog com freqüência é tão bom quanto gritar 'salve Lula' no meio de um protesto anti-PT."
Deu pra entender, né?

terça-feira, 11 de março de 2008

Eu sempre tenho uma opinião contrária

É isso aí, eu sempre tenho. SEMPRE. Se você torce pro Palmeiras, eu torço pro Corinthians; se você gosta de doce, eu gosto de salgado; se você acha bom estar vivo, eu preferia estar desfrutando das 72 virgens que terei direito quando morrer; se você acredita na vida eterna, eu acho que tudo vai acabar em breu; se você se acha um idiota por estar lendo isso... bom, QUASE sempre eu tenho uma opinião contrária.

O motivo inicial era nobre. Aprendi há muito tempo, com outro cara que também fazia isso, a ter esse tipo de postura pra gerar discussões saudáveis, pra tirar o melhor que os outros tinham e para fortalecer meus argumentos. Afinal, como eu vou entender mais sobre um assunto conversando com alguém que concorda em tudo comigo? Então, pra garantir que sempre haveria discordância, eu discordava de tudo - ou quase tudo. Assim eu ficaria mais sábio, meus argumentos seriam mais fortes e, de quebra, aumentaria minha agilidade mental. E, inocentemente, acreditava que meu interlocutor também gostaria dos mesmos benefícios e até me agradeceria por isso. Santa inocência.

Mas eu não contava com uma coisa: a falta de tolerância e o excesso de ignorância. Descobri, de forma amarga, que nem todas as discussões são saudáveis, que as pessoas não gostam que se tire o melhor delas (principalmente porque a maioria não tem nada de bom) e não é possível fortalecer argumentos conversando com idiotas fanáticos falastrões futriqueiros fedorentos e filhos*******! Resultado: ao invés de ser um sincero sábio saudável, eu sou um coxeante chato carrancudo. O coxeante é porque meu fêmur nunca mais foi o mesmo depois de uma dessas "discussões saudáveis"; O carrancudo é porque me irritei com tudo e agora sim eu tenho uma opinião não só contrária, mas destrutiva de tudo; O chato... bem, acho que é predisposição genética.

Agora meu lema é "Vim para Semear a discórdia". Discordo só pelo prazer de irritar e procuro ao máximo nem ouvir nem aproveitar nada do que os outros falam. Obviamente que minha roupa é feita de Kevlar e eu sempre ando armado com uma faca ginsu, um .38, 1 granada de mão, 3 seguranças (devidamente apelidados de Stallone, Schwarzenegger e Terry Crews) e um cd mixado de funk, pagodão e axé, prontinho pra liquefazer o cérebro do agressor e transformá-lo num vegetal. Desisti de tentar argumentar com inteligência e agora parto pra porrada (na verdade, eu só dou as ordens pros armários) e ganho a discussão no tapa (e murros, chutes, cotoveladas, tacadas de baseball, etc.).

E se você concorda com algo, me avisa, porque devem ter rackeado meu blog. Porque, com certeza, eu não concordo com você.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pára de puxar minhas cordinhas, maldito!

Você já teve a sensação de que sua vida é regida por algum titeriteiro sádico, que fica puxando suas cordinhas como se você fosse um fantoche criado unicamente para tornar a vida dele mais divertida? Já imaginou que por mais que se esforce sua vida não vai ser diferente do que foi escrito dela por um escritor que nunca gostou muito de você, um personagem coadjuvante de um filme de terceira? Já se imaginou nadando contra a correnteza com todas as suas forças, mas o destino (eu prefiro titeriteiro maldito) aumenta a força dela e te empurra de volta para o curso original do rio da vida? Bom, eu imaginei. Mas isso nunca foi o bastante pra mim. Eu precisava de provas e fui atrás delas.

Comecei com o mais básico. Toda vez que eu passava em frente de um espelho, ficava olhando de rabo de olho pra ver se alguma cordinha aparecia. Às vezes eu ia andando como quem não quer nada e, de repente, olhava rapidamente para o espelho. Mas isso só me rendeu situações de ridículo extremo, como quando tive que fugir antes que a ambulância do manicômio chamada pelo rapaz da lanchonete chegasse. Não os culpo. A lanchonete era toda decorada de espelhos e eu fiquei encarando todos eles como se tivesse alguém do outro lado...

Mas eu não desisti. Um dia, quando eu estava quase chegando ao ponto, o ônibus que sempre passa 10 minutos atrasado passou 1 minuto adiantado! Não era possível. Eu sabia que tinha alguém brincando com o meu destino e reagi automaticamente. Passei instintivamente a mão por cima da minha cabeça, mais ou menos onde ficaria o topo de um chapéu caso eu estivesse usando e, para minha surpresa, minhas mãos trombaram com grossos fios de nylon invisível! Não pensei mais (tudo bem, eu já não estava pensando antes). Agarrei os fios e puxei com todas as minhas forças e CATAPLOFT! Diante dos meus olhos um cara se estatelou no chão.

Ele ainda estava no chão, todo descabelado e com uma cara de surpresa de quem descobriu que o amante da mulher é o pai, quando eu apontei meu indicador pra ele, reuni toda minha capacidade intelectual e, gritando, fiz a seguinte e super-inteligente pergunta: "É VOCÊ?". Ele fez uma cara de interrogação e resmungou: "hã?". Botei meus neurônios para trabalhar e reformulei a pergunta para uma forma mais direta e instigante: "EU PERGUNTEI SE É VOCÊ?" Não sei se foi o medo de apanhar ou se ele não queria mais meus perdigotos voando pela sua cara, mas, para minha surpresa, ele respondeu. Deu um suspiro longo enquanto se levantava e ajeitava o cabelo e falou "sim, sou eu".

FINALMENTE! Eu encontrei o maldito titeriteiro que brincava com minha vida. O roteirista de merda que ficava fazendo piadinhas sem graça com o meu trabalho. O figurinista de incompetente que escolhia roupas que sempre mostravam a minha barriga! E agora eu me vingaria, agora eu arrancaria seus olhos e o faria comê-los. Eu ia chutar a bunda dele até meu pé quebrar, eu ia... eu ia... Enfim, eu fiz:

- Mas... Por quê?
- Por que o quê?
- Por que você zoa com minha vida?
- Eu? Tá doido?
- Claro que não. Você vive fazendo as coisas darem errado pra mim!
- Você tá é maluco. Eu sempre tento fazer o que você quer... Peraí, vamos sentar ali no boteco e conversamos melhor. O que você vai querer?
- Me diz você. É você que controla minha vida...
- Engraçadinho... GARÇON, DUAS CERVEJAS. Seguinte, eu controlo a sua vida, mas só faço o que você quer.
- É? E como você sabe o que eu quero?
- Peraí, as cervejas chegaram. Vamos fazer um brinde.
- Ao seu tombo!
- À sua vida!
- Rrrrrr
- Você começou... Voltando. Eu sei o que você quer porque eu sei. É simples assim, não dá pra explicar melhor.
- Se é assim, porque você me fez vomitar naquela festa em 94 e deixar de sair com a mais gata que tinha lá, hein?
- Eu não fiz você vomitar, você que bebeu demais! Além disso, você só a achava gata antes de conversar com ela. Depois que conversou, achou ela a menina mais insuportável do mundo. Foi por isso que você começou a beber, pra agüentar as historinhas dela, lembra?
- Ah é, verdade. Então tá. E aquele trampo maravilhoso nos EUA, hein? Porque você me fez perdê-lo.
- Você perdeu porque ainda não tinha estudado inglês (sem falar que você tava com medo de ir pra tão longe e ficar sozinho, lembra?). Quanto ao inglês, você ainda não tinha aprendido porque foi deixando, foi deixando, foi deixando e, quando precisou, não deu mais tempo.
- Hum... Tá, isso passa. A faculdade, porque eu demorei tanto pra terminar?
- Porque você dava desculpa pra não fazer. Uma hora não tinha tempo, outra não tinha dinheiro, outra blá blá blá blá. Foi enrolando até que ficou difícil de verdade. Mas demorou por sua própria culpa. Eu só te mandava pra onde você escolhia ir...
- E o ônibus que eu perdi hoje, hein?
- Bom, esse que você perdeu é do horário anterior. Ele está uns 40 minutos atrasados, você sabe disso! Mas se você tivesse acordado no horário que programamos ontem, teria pegado esse. Mas NÃO, resolveu dormir mais 10 minutos! E não me culpe! Eu gosto de dormir tanto quanto você...
- Eu acho que você tá é me enrolando!
- Olha bem pra minha cara: você acha que eu ia enganar VOCÊ!

E foi aí que eu olhei. Dei um pulo da cadeira e derrubei o copo de cerveja com o susto. Ele ainda estava um pouco sujo da queda e tinha um caroço na cabeça, mas usava roupas iguais às minhas, tinha uma barriga igual à minha, cabelos iguais aos meus, olhos iguais aos meus, mãos iguais às minhas e até a voz era igual a minha! Parecia que eu estava olhando no espelho, só que o espelho não estava imitando meus movimentos!!!

- Mas... Mas... Você é igual a mim!
- Não, eu SOU você. Ou melhor, nós somos você! Ah! Sei lá, já tentei entender isso direito, mas não consigo.
- Quer dizer que... Hã... Quer dizer que...
- Tá, pára, respira e pensa. Sim, eu controlo sua vida. Mas eu sou você, então você controla sua vida, entendeu?
- Não.
- Nem eu...
- Se VOCÊ controla minha vida - ou seria EU controlo minha vida? - então não há destino?
- Talvez haja. Ele talvez dê uns pitacos pra onde eu devo te levar, mas normalmente eu não estou prestando atenção. Você sabe que nós somos cabeça-dura e não gostamos de fazer o que os outros mandam, né?
- É... Mas e não tem mais ninguém que fica comandando minha... digo... nossa vida?
- Ah! Deve ter. Talvez Deus, Alá, ou sei lá. Mas eles nunca falaram diretamente conosco, né? Ou, se falaram, nós não ouvimos.
- Quer dizer que não tem ninguém além de mim me controlando?
- Tem eu, mas eu sou você, então não.
- Eu não posso culpar mais ninguém se algo não der certo na minha vida?
- Bom, tem a sorte, o tal do destino, talvez alguém mais. Mas normalmente a culpa é nossa mesmo.
- Eu poderia te dar uma surra para pelo menos para aliviar a raiva.
- Até poderia. Mas eu sou tão forte quanto você. E vai ser como você bater em você mesmo...
- É. Melhor deixar pra lá. Seguinte, tenho que ir pro trabalho. Volta lá pra cima que eu preciso andar rápido. Mas antes, paga a conta.
- Tá bom. O dinheiro vai sair da nossa carteira mesmo...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Horóscopo de Verdade

Se você gosta daqueles horóscopos falsos, que colocam aquelas frases de efeito e enigmáticas que se encaixam até na previsão do dia de um elefante, então some daqui. Aqui é pra quem aguenta a verdade. Os perfis abaixo são o mais próximo da realidade possível e foram avaliados por Harvard e pelo IPPM (Instituto de Pesquisa de Personalidades de Moscou) como sendo o que de melhor tem em análise de pessoas.

Áries (21/03 a 20/04)
Você se acha muito honesto, íntegro, independente e poderoso. Isso é o que você ACHA! Você adora mandar e botar tudo pra "ferver", desde que do seu jeito, mesmo que seja na porrada. Você não consegue influenciar ninguém, apesar de ficar o tempo todo tentando exibir seu poder. Os arianos são ótimos juízes, sogras e lutadores de jiu-jitsu.

Touro (21/04 a 20/05)
Você tem muita determinação e trabalha como um condenado. A maioria das pessoas pensa que você pão-duro e cabeça-dura. Que saber? Elas estão certas. Sua persistência faz de você um puta de um chato. Você é guloso, frutinha e narcisista. Taurinos são bons triatletas, vendedores de enciclopédias e decoradores.

Gêmeos (21/05 a 20/06)
Você é comunicativo, curioso, bem humorado, inteligente e duas caras. Sua inconstância e preguiça fazem de você um manipulador de primeira. Você não liga pro que os outros sentem e adora distribuir chifres por aí. Geminianos costumam fazer muito sucesso na política, no circo, na novela das oito e pulando cerca.

Câncer (21/06 a 21/07)
Você é solidário, defensivo e compreensivo com os problemas das outras pessoas, o que faz de você um enxerido e xarope. Você se acha pé frio e mal amado. Sua compaixão, sensibilidade e emotividade fazem do homem de câncer uma tremenda de uma bichona. Os cancerianos são ótimos cabeleireiros, melhores amigas e leitores de romances.

Leão (22/07 a 22/08)
Você se considera um líder natural. Os outros acham você um idiota completo. Você é vaidoso, arrogante, orgulhoso e impaciente, como e fosse a última coca-cola gelada do deserto. Costuma lidar com críticas na base da porrada. Os leoninos são excelentes guardas de trânsito, ditadores e emergentes.

Virgem (23/08 a 22/09)
Você é do tipo lógico, trabalhador, analítico, tímido e odeia desordem. Sua atitude detalhista e organizada é enjoativa para seus amigos e colegas de trabalho. Você é frio, não tem emoções e freqüentemente dorme enquanto está trepando. Virginianos dão bons cobradores de ônibus, costureiras e montadores de quebra-cabeças.

Libra (23/09 a 22/10)
Você é do tipo artístico, discreto equilibrado e idealista, com muito gosto pelo harmonioso e esteticamente belo. Se você for homem, provavelmente é viado. Você sente necessidade de proteger os outros e lutar contra as injustiças, mas esperando algo em troca. Os librianos são perfeitos na advocacia, arquitetura e gerenciando casas noturnas.

Escorpião (23/10 a 21/11)
Você é o pior de todos: Desconfiado, vingativo, obsessivo, rancoroso, frio, orgulhoso, pessimista, malicioso, cínico, fofoqueiro e traiçoeiro nos negócios. Você é o perfeito filho da puta, só ama a sua mãe e a si mesmo. O escorpiano leva jeito para terrorista, nazista, dentista, fiscal de receita e juiz de futebol.

Sagitário (22/11 a 21/12)
Você é otimista, aventureiro, entusiástico e tem uma forte tendência a confiar na sorte. O que é necessário para quem é imprudente, exagerado, indisciplinado, irresponsável, infantil, sem concentração e limitado. Isso explica porque a maioria dos sagitarianos são bêbados. São ótimos garçons, jornalistas e bicheiros.

Capricórnio (22/12 a 20/01)
Você é conservador, sério, frio e inflexível como uma baixela de inox. Sua fidelidade e paciências não encobrem seu lado materialista e ambicioso, mas quem se importa? Se a grana está entrando... Os capricornianos são um sucesso como bancários, banqueiros, agiotas ou mesmo contando dinheiro em casa.

Aquário (21/01 a 19/02)
Você tem uma mente inventiva e dirigida para o progresso. Você mente e comete os mesmos erros repetidamente porque é imbecil e teimoso. Adora novelas, se reunir em grupos e ser fashion. Se você é homem, cuidado! Os aquarianos são ótimos sindicalistas e estilistas, às vezes ambos ao mesmo tempo.

Peixes (20/02 a 20/03)
Você é do tipo sonhador, místico, sensível e costuma se doar muito. Se você é homem, as suas chances de ser viado são muito grandes... Você é cheio de conselhos fúteis e não faz nada além de encher o saco de todos que se aproximam de você. As piscianas dão boas apresentadoras de programa infantil e atrizes pornôs.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Momento corujão

Ela é Angélica, ela é Bela, ela é Bárbara
Seu rosto é Celeste, mas sua expressão é Augusta
Sua tez é Cândida, sua pele é Clara
Imaculada menina que os meus sonhos popula

Minha vida agora está mais cheia de Glória
Repleta de Graça, com a família em tertúlia
Que a dela também seja uma estrada de Vitória
Bem-vinda ao mundo minha querida Júlia

De um pai-coruja que perdeu de novo a batalha dos nomes pra esposa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Eu quero ser famoso!

Tava aqui com meus botões, tentando bolar um jeito de ficar famoso. Bom, o Jacó - Um dos botões... fazer o quê? Eu dou nome pra tudo - falou que a melhor maneira era me inspirar em alguém que ficou famoso. O Abreu (outro botão) concordou e sugeriu o ramo da música. Então vamos lá.

Elis Regina. A Pimentinha tinha uma voz fantástica e nunca vai ser esquecida. Mas ela morreu de overdose de cocaína, tranquilizantes e álcool aos 36 anos.

Raul Seixas. O barbudão malucão. Morreu de parada cardíaca aos 44 anos, mas o álcool contribuiu muito pra isso. Tudo bem que ele era diabético, mas quem lembra de tomar insulina quando tá bêbado? Eu nunca lembrei... Não ter diabetes também contribui pro meu esquecimento.

Kurt Cobain. Bom, nem gosto tanto assim do Nirvana, mas o cara é uma lenda. Todo mundo conhece, tem um monte de seguidor e os caras dizem que ele era o cara (Mas... Os caras também são "o cara" quando estão sozinhos, não?). Suicídio aos 27 anos.

Farrokh Bommi Bulsara. Há! Conhece esse? E se eu disser Freddie Mercury? Agora fez sentido, né? Pois é, aquele palavrão é o nome de um dos maiores músicos que já existiram, mas o desgraçado morreu de AIDS (advinha como ele pegou!) aos 45 anos.

Janis Joplin. Putz, essa mulher era foda! Mas advinha: overdose de heroína aos 27 anos.

Jimi Hendrix. Guitarrista do caralho. Aos 27 anos tomou um monte de pílulas pra dormir, asfixiou no próprio vômito e morreu no hospital. Só podia...

Bob Marley. O maior popularizador do reggae. Morreu aos 36 anos de câncer. Nada de anormal? E se eu disser que o câncer tava no dedão do pé e, se ele tivesse amputado a tempo, ainda estaria vivo, cantando e fumando as maconhinhas de que tanto gostava? E se eu disser que ele não amputou o dedão porque seus princípios rastafaris (uma religião que um monte de gente acha "legal") vai contra isso? Tem jeito mais idiota de morrer que o medo de amputar o dedão? O Lula virou presidente amputando um dedo...

Bom, tem o Mick Jagger e o Keith Richards, do Rolling Stones. Ambos famosos, ambos super-usuários de drogas/álcool/etc, ambos com 64 anos e ambos, incrível, vivos! Mas eles fizeram pacto com o capeta, só pode! O Iggy Pop (60 anos) é outro que ultrapassou a expectativa de vida de longe.

Tem mais exemplos, mas tô chegando a uma conclusão: pra ser famoso e considerado muito bom em música, você tem que ser viado, doente, drogado, alcoólatra, morrer jovem ou fazer pacto com o capeta. Normalmente, várias dessas coisas ao mesmo tempo. Eu não sei direito se é a música que destrói as pessoas ou se pra ser famoso você tem que fazer merda, independente se você é bom ou não. Afinal, o que Caras ia publicar de um músico que não bebe, não fuma e não faz bacanal? De qualquer jeito, tô desistindo do ramo da música. Ter voz de taquara rachada e não saber nem o que é acorde musical também tá ajudando nessa decisão.

Mas foi aí que o Mário - como você adivinhou que era outro botão? - sugeriu que eu tentasse o ramo da literatura. Fiquei sabendo que antes, para ser considerado um bom escritor, você tinha que morrer jovem e de tuberculose! Vê que nível chega a idiotice de um ser humano! Mas hoje não é mais assim. Olhando os livros que fazem muito sucesso hoje, têm algumas receitas pra se seguir: a) Auto-ajuda total, mesmo que disfarçado de qualquer outra coisa, como mediunidade, romance ou afins; b) Uma historinha sem graça de herói, chupada de algum dos romances mais antigos já escritos, mudando o protagonista para um moleque bobo da atualidade ou uma menina metida que aprende a ser gente fina; c) Uma história tão sem sentido, tão sem nexo, que os críticos e leitores vão achar que você é muito obscuro e inteligente para eles entenderem e vão te aclamar e te dar muito dinheiro.

Se você já leu outras coisas no meu blog (nosso, tu é doido, hein?) vai perceber que eu estou indo pra essa terceira receita. Tô só esperando a grana chegar e meu nome aparecer nos jornais! Um amigo já falou que eu escrevo bem pra caralho. Ele tava mentindo, claro, mas não se fica famoso só com verdades... E amigos servem pra isso! Pra mentir!!!!

PS: Se você vir meu nome em algum jornal ou revista, favor enviar e-mail citando a fonte. Talvez eu autografe uma camiseta pra você quando eu ficar rico e famoso.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Qual o endereço do mercado livre?

Pois é. Saindo um pouco da programação, vamos falar um pouco disso. Já vi muita gente procurando o endereço do Mercado Livre, perguntando se a loja do Submarino ficava em São Paulo ou indo pros Estados Unidos em busca da Amazon. Mas a Pernambucanas percebeu esse nicho de mercado e atacou com tudo. Abaixo a nova loja em Caieiras/SP (se quiserem conferir, fica pertinho da estação de trem):

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Resoluções de Ano Novo de um Programador

2004
Vou sair às 18hs do trabralho.
Quando chegar em casa, vou ficar longe do computador.
Vou comer mais frutas e legumes e menos pizza.
Vou a pé do trabalho pra casa todos os dias.
Nunca mais vou fazer POG.
Todas as variáveis dos meus programas terão nomes claros e objetivos.
Não vou aceitar prazos absurdamente curtos.
Vou fazer toda a documentação dos meus programas.
Vou conversar com os usuários e entender o problema antes de fazer o programa.
Não vou me achar mais inteligente que os usuários.
Vou explicar as coisas para usuários numa linguagem fácil e compreensível.
Não vou mais me irritar nem gritar com usuários.

2005
A partir das 20hs, eu páro de atender usuários.
Em casa, só vou usar o computador no máximo 2 horas por noite.
Pizza no máximo 1 vez por semana.
Vou a pé do trabalho pra casa pelo menos 2 vezes por semana.
POG só em caso de extrema emergência.
Todas as variáveis IMPORTANTES dos meus programas terão nomes claros e objetivos.
Prazos curtos somente para programas realmente importantes.
Vou documentar pelo menos as rotinas mais importantes.
Vou tentar entender o problema antes de fazer o programa (não adianta falar com usuário).
Não vou me achar mais inteligente que todos os usuários.
Só vou usar informatiquês quando a situação realmente pedir.
Não vou mais esmurrar usuários.

2006
Só fico até as 22hs se a empresa pagar a pizza.
O computador é um utensílio mais importante que geladeira, fogão ou TV.
Pelo menos 1 vez por semana vou fazer uma refeição saudável.
Vou dar uma volta no escritório pra esticar as pernas todo dia.
Vou mesclar POG com programação estruturada.
Algumas variáveis IMPORTANTES dos meus programas terão nomes claros e objetivos.
Toda empresa precisa que os programas sejam feitos rapidamente.
Vou colocar alguns comentários no código fonte.
Se meu programa não resolver o problema atual, pode resolver algum futuro.
Não vou achar que meu cachorro é mais inteligente que os usuários.
Vou entregar um manual com as principais siglas da informática para todos os usuários.
Vou tentar não matar nenhum usuário.

2007
Vou pedir pra instalarem meu quarto no escritório.
Não vou mais pra casa.
Vou abrir conta na pizzaria e tentar um descontinho.
Vou tirar a cafeteira da minha mesa pra andar um pouco quando quiser café.
Vou incluir "Conhecimentos Avançados em POG" no meu curriculum.
X, Y e Z são nomes perfeitamente aceitáveis para qualquer variável.
O seu programa em 5 minutos ou seu dinheiro de volta.
Documentação é para inexperientes.
Quem falou que o objetivo dos meus programas era resolver problemas?
É claro que uma ameba é mais inteligente que eles!
Msg=((Usuário != Entendeu)?"Que se Foda":"Você não é usuário");
Vou aprender a esconder corpos.

2008
Vou fazer um vírus que formate meu computador sempre que eu tentar fazer resoluções de ano novo!