O fato é que esse vórtice (que passei a chamar de Vortão) me faz ter alguns tipos de alucinação enquanto tô andando por aí. E eu ando muito por aí... Quem me conhece sabe disso. Tenho uma malinha (ou, pros íntimos, Má) que me acompanha quase sempre e que pode provar. Alguns, quando me vêem indo ou vindo com a Má, dizem assim "Lá se vão dois amigos do peito". Outros, um pouco mais mal intencionados, acabam dizendo "Lá se vão duas malas".
Voltando ao assunto, nós três (eu, Má e Vortão) sempre presenciamos invasões de exércitos da antiguidade nos metrôs e trens da Grande São Paulo. Normalmente são mongóis, mas já vimos celtas, romanos e até incas! Outro dia Alexandre Magno (ou Grande, como preferir) fez uma aparição por lá. Pessoalmente o achei meio pequeno, apesar do exército realmente ser grande.
Demorou algum tempo pra eu perceber que eu estava tendo alucinações e que exércitos da antiguidade invadiam o sistema de transporte. Antes eu pensava que eram pessoas de verdade querendo entrar ou sair dos vagões do metrô/trem. Mas, analisando melhor, comecei a me questionar:
Ai comecei a extrapolar as possibilidades. Pensei que todo mundo andava drogado o tempo todo, inclusive as velhinhas e os caras de camisa roxa. Depois achei que era fruto de abdução alienígena! É, era isso! Alienígenas haviam abduzido as pessoas e colocado uma fúria insana dentro da cabeça delas. Essa fúria ficava oculta até as portas dos vagões se abrirem. Aí o bicho pegava... E, assim que as portas se fechavam, a fúria passava (pode ver, depois que as portas se fecham, todo mundo fica calminho de novo).
Mas nada fazia muito sentido. Acho que não existe uma quantidade suficiente de alienígenas suficiente para abduzir todo mundo que passa pelos metrôs/trens de São Paulo (e tô torcendo pra tudo aquilo não ser droga). Então comecei a trocar uma idéia com a Má e ela me contou do Vortão. Pronto, as coisas começaram a se encaixar. Eu não estava vendo gente do meu tempo entrando no trem/metrô. Eu estava vendo Gengis-Khan comandando uma invasão a Pequim, Alexandre Magno destruindo Dário III, rei da Pérsia ou mesmo Atahualpa tentando se livrar dos conquistadores espanhóis.
Agora sim eu tinha uma resposta sólida, coerente e, melhor de tudo, que vinha de dentro de mim. Eu não precisava acreditar nas historinhas que o jornal conta ou nas notícias falsas que a televisão mostra. Tudo que eu preciso saber é que tem um vórtice no meu cérebro e que eu posso explicar qualquer coisa que acontecer comigo até o final da minha vida (ou além)...
Um comentário:
Fabiano com este texto creio que vc seja mais um entre nós.
Veja se escreva vc deve ter alguma idea para ganhar este premio.
Este texto fecho, tenho isto todo tempo alucinações.
Leia com atenção e veja seus concorrentes.
http://skatecommedia.blogspot.com/
Da hora parabens pelo texto!
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